Matheus

Jovem Transformador Ashoka
Matheus é um jovem pardo com cabelo castanho e raspado. Ele veste uma camiseta verde e sorri para a foto
Brasil
Eleito em 2025

Sobre Matheus

Com o Amar é Doar, Matheus mobiliza jovens para doação de sangue e organiza caravanas até os hemocentros

Matheus nasceu e cresceu em Guanambi (BA), sendo criado apenas pela mãe. Desde cedo, envolveu-se com ações solidárias em sua comunidade — doações de cestas básicas, festas para crianças, atividades com idosos — experiências que despertaram nele um forte senso de responsabilidade social e compaixão.

Ainda na escola, Matheus já se destacava como líder de classe e jovem ouvidor, além de ter sido selecionado para programas como o Jovem Deputado e o BAMUN, que fortaleceram suas habilidades de diálogo, articulação e entendimento das políticas públicas.

Com o tempo, como estudante técnico em Gerência em Saúde e estagiário hospitalar, passou a enxergar de perto uma urgência silenciosa que assolava os hospitais: a constante escassez de sangue nos hemocentros. Apesar da demanda contínua, os bancos de sangue frequentemente operavam com estoques críticos, agravados pela baixa adesão de jovens doadores e pela falta de informação sobre a importância da doação recorrente. Muitos só reconhecem o valor desse ato em momentos de emergência — quando pode ser tarde demais. Diante da realidade vivida nos corredores hospitalares e das conversas com profissionais de saúde, Matheus compreendeu que esse era um problema coletivo, que exigia mobilização comunitária e ações educativas para ser enfrentado com eficácia.

Foi assim que nasceu o projeto Amar é Doar, idealizado por Matheus para enfrentar essa realidade. Com uma proposta simples e poderosa, o projeto atua em três frentes principais: mobilizar jovens doadores, promover campanhas de conscientização e organizar caravanas até os hemocentros. A ideia era formar uma rede entre estudantes do ensino médio, estimulando o compromisso com a causa por meio de rodas de conversa nas escolas e encontros que desmistificassem medos comuns sobre a doação de sangue. Ao organizar o transporte coletivo dos estudantes, Matheus também eliminou barreiras logísticas que impediam muitos de fazer sua primeira doação. O impacto foi imediato e transformador.

O Amar é Doar já levou dezenas de jovens para doar sangue, estreitou a relação entre escolas e hemocentros e começou a construir, entre os estudantes, uma cultura de solidariedade e doação contínua. O número de doadores jovens aumentou expressivamente, e muitos desses tornaram-se multiplicadores da causa, contribuindo para uma mudança de mentalidade dentro e fora da escola.

Além disso, o apoio dos hemocentros e o reconhecimento da comunidade consolidaram o projeto como uma força mobilizadora real — vidas foram salvas, vínculos foram criados e preconceitos foram vencidos. Mas Matheus não pretende parar por aí. Ele planeja expandir o projeto de maneira sustentável, com metas ambiciosas para os próximos anos: aumentar em 50% o número de jovens doadores regulares, levar o projeto a pelo menos cinco novas instituições de ensino, criar o Dia Municipal da Doação de Sangue Jovem e estabelecer parcerias com empresas e órgãos públicos.

Também planeja lançar uma plataforma digital para registro de doadores e mobilização rápida em casos de emergência, além de desenvolver um programa de incentivo para quem doa regularmente. Ciente de que sozinho não se faz transformação, Matheus sempre construiu o Amar é Doar em rede. Estudantes, professores, hemocentros, voluntários e empresas locais compõem uma engrenagem viva e ativa que colabora em todas as etapas — da logística à mobilização. Ele articula e coordena essas frentes com uma liderança coletiva e mobilizadora, reafirmando que o amor ao próximo também é uma prática cotidiana. Para Matheus, amar é doar — e transformar.