Eli

Jovem Transformador Ashoka
Eli é um jovem branco de cabelos curtos e castanhos. Ele veste um moletom com capuz azul marinho e sorri para a foto
Brasil
Eleito em 2025

Sobre Eli

Inspirado em sua família, na Amazônia e nos saberes tradicionais do território, Eli combate a insegurança alimentar através do resgate de um alimento ancestral

Desde cedo, Eli demonstrou interesse por temas relacionados à sustentabilidade, segurança alimentar e valorização dos saberes tradicionais da Amazônia. Criado em um ambiente familiar marcado pelo engajamento em iniciativas de impacto social e inovação, cresceu inspirado por referências como seu irmão Samuel, Jovem Transformador Ashoka e criador do Linklado – o primeiro teclado digital para línguas indígenas amazônicas – e por empreendedores sociais como Mariano Cenamo, fundador da AMAZ e do Idesam.

Com 15 anos, Eli iniciou sua atuação prática transformando um campo de futebol desativado no bairro Tarumã, em Manaus (AM), em um sistema agroflorestal. A partir dessa experiência, começou a trabalhar com comunidades em diferentes bairros da capital amazonense, como Parque das Tribos e Adrianópolis, com o objetivo de combater a insegurança alimentar através da promoção de hortas urbanas e comunitárias baseadas em práticas agroecológicas.

Sua iniciativa, intitulada Projeto Ariá, tem como foco principal o resgate e a valorização do cultivo e consumo do ariá (Goeppertia allouia), um tubérculo comestível nativo da região. A iniciativa une conhecimento tradicional e ciência para promover um modelo de desenvolvimento sustentável que fortalece a autonomia alimentar das comunidades urbanas e rurais da Amazônia.

Em 2024, Eli passou a integrar a equipe do projeto Diálogos científicos multiculturais sobre a sociobiodiversidade da Amazônia com potencial bioeconômico, desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e coordenado pela Dra. Noemia Ishikawa. Como resultado das pesquisas, coorganizou e publicou o livro Amazônia Chibata: Ariá – um alimento de memória afetiva, sendo o primeiro autor entre dez coautores, incluindo dois pesquisadores indígenas.

A proposta teve reconhecimento nacional ao conquistar o 1º lugar na área de Química e Bioquímica na Mostratec 2024, em Novo Hamburgo (RS), e ser selecionada para representar o Brasil na International Science and Engineering Fair (ISEF), nos Estados Unidos, em 2025.

Atualmente, Eli coordena uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores indígenas e não indígenas, estudantes, educadores e membros das comunidades locais. Além da atuação direta em campo, a iniciativa promove estudos teóricos e ações educativas em encontros regulares no INPA. Com base em princípios como viabilidade econômica, adequação ecológica, equilíbrio político e justiça social – inspirados em seu bisavô –, Eli busca transformar a realidade amazônica através da valorização dos alimentos nativos, da produção sustentável e da disseminação do conhecimento.